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Estudando Geografia para o Enem

Ao estudar Geografia para o Enem, é preciso levar em consideração um fator presente em ambos: a interdisciplinaridade.

Publicado por Rodolfo F. Alves Pena

O Exame Nacional do Ensino Médio – Enem – tornou-se, nos últimos anos, a principal forma de avaliação dos estudantes no Brasil. É uma das mais importantes ferramentas para garantir o acesso ao ensino superior, seja através do SISU, que permite o ingresso em universidades públicas, seja através do Prouni, que permite o ingresso em universidades particulares com bolsas de estudos.

Com isso, a tendência das provas nos últimos anos é a busca pela tão sonhada interdisciplinaridade, ou seja, a relação entre as diversas formas de conhecimento e abordagens de mundo que permeiam o conhecimento científico. E isso é, sem dúvidas, um “prato cheio” para a Geografia, pois essa é uma ciência que possui relações com inúmeros outros saberes, complementando e sendo complementada por eles.

Por exemplo: quando estudamos as fitofisionomias (as características vegetais) e suas distribuições pelo mundo, há sempre uma direta relação com a Biologia. Quando abordamos a construção dos espaços urbanos e suas transformações ao longo dos processos de industrialização das sociedades, é possível observar a intrínseca relação entre os estudos geográficos e a História.

Mas o que é Geografia? O que ela estuda?

Atualmente, no contexto da evolução dos pensamentos científicos, é difícil avaliar e afirmar, com certeza, o que uma área estuda e a outra não, pois não há um objeto específico para cada área do saber (o que justifica ainda mais a constante busca pela interdisciplinaridade). No entanto, grosso modo, podemos dizer que a Geografia é a ciência que estuda o espaço geográfico, isto é, o espaço produzido pelo homem e sua relação com o meio natural. Com essa definição, a Geografia posiciona-se exatamente na fronteira entre os conhecimentos humanos e os conhecimentos dos fenômenos naturais.

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O que o candidato, então, precisa ter em mente é que, para estudar Geografia (e também as demais disciplinas), ele deverá estar sempre atento às relações entre determinados temas e as outras áreas do saber. Aí vão mais alguns exemplos:

Os estudos sobre os solos, aliados à compreensão de processos como o intemperismo e a erosão, referem-se, principalmente, ao comportamento natural desses fenômenos e à forma com que o ser humano os influencia. Além disso, existem outras questões, como aquelas referentes à Biologia (remoção da camada superficial dos solos), outras referentes à Química (a estrutura química dos solos e as técnicas bioquímicas de utilização dos solos em atividades agrícolas) e outras referentes à História (contextos históricos de ocupação e regulamentação das atividades no meio rural).

Quando estudamos Cartografia, compreendemos as formas e técnicas de representação do espaço, com temas como as projeções cartográficas e muitos outros. Nesse aspecto, podemos encontrar algumas relações com a Matemática, sobretudo no que se refere ao estudo e cálculo da escala e dos fusos horários.

São esses fatores que podem interferir diretamente no desempenho de um candidato na prova do Enem. O erro que muitos estudantes cometem é o de estudar de forma decorativa os conteúdos previstos para a prova, sem desenvolver reflexões que estimulem a utilização desses temas para a resolução de problemas, sobretudo aqueles relacionados a temas atuais.

A prova de Geografia no Enem requer a consciência das fronteiras que essa ciência possui
A prova de Geografia no Enem requer a consciência das fronteiras que essa ciência possui

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