Logo Super Vestibular
  1. Home
  2. Enem
  3. Dicas para o Enem
  4. Mitos e verdades sobre o Enem semestral

Mitos e verdades sobre o Enem semestral

Proposta em 2010, ideia de implementar duas edições do Enem por ano é adiada pela quarta vez.

Publicado por Wanja Borges
Edição semestral do Enem deverá ser aplicada em 2014
Edição semestral do Enem deverá ser aplicada em 2014

Considerado o maior exame do Brasil e o segundo do mundo, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ficou ainda mais audacioso, em 2010, quando foi cogitada a aplicação semestral do processo seletivo. Defendido com veemência pelo então ministro da educação, Fernando Haddad, o novo formato do Exame foi proposto como meio de substituir os vestibulares de inverno aplicados pelas universidades brasileiras. 

Em decorrência do atraso nas negociações com o Tribunal de Contas da União (TCU) e com a Controladoria-Geral da União (CGU) sobre a contratação de novas empresas para coordenar o Exame, não foi possível aplicar o Enem no primeiro semestre de 2010. Neste sentido, a decisão foi repassada para o governo seguinte e coube à presidente Dilma Rousseff definir se o Exame contaria, ou não, com duas edições. 

Em 2011, a Portaria nº 110, de 18 de maio, foi publicada no Diário Oficial da União determinando que, a partir de 2012, o Enem seria aplicado, pelo menos, em duas edições por ano. O documento também determinava a aplicação da primeira edição semestral do processo seletivo nos dias 28 e 29 de abril, contudo, tendo a sobrecarga das estruturas logísticas como justificativa, o Ministério da Educação decidiu cancelar a portaria. 

Pouco tempo depois, a adoção da medida foi confirmada oficialmente pela presidente, mas com prorrogação para 2013. Todavia, a decisão foi descartada mais uma vez com a alegação de que não existem condições técnicas suficientes para garantir a realização dos dois testes. O alto custo do processo seletivo também foi apontado como um dos fatores nocivos à aplicação da medida. 

Atualidade

A possibilidade voltou a ser cogitada no início de 2015 pelo ministro da Educação, Cid Gomes, que ficou apenas 76 dias no cargo. Nesse período, ele também anunciou uma possível aplicação on-line do Exame para simplificar a logística e reduzir os custos. Além de prever o agendamento das provas, que seriam aplicadas mais de uma vez por ano em locais credenciados, o novo formato contaria com cerca de 8 mil questões por área de conhecimento, que seriam escolhidas aleatoriamente.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Diante disso, duas consultas públicas sobre o Enem foram realizadas entre os meses de janeiro e março para embasar os estudos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) sobre a migração do formato físico para o digital. A primeira registrou 45.704 sugestões e a segunda recebeu 36.582 contribuições da sociedade sobre a ampliação do banco de itens, o aprimoramento da logística e segurança e outros assuntos relacionados à aplicação da prova.

Futuro

No início de abril, o secretário executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, afirmou que o órgão irá manter os planos de digitalizar o Exame, mas que a realização de versões online e/ou semestral não será viável em menos de dois anos, em decorrência da dificuldade de se ter um número de questões suficientes para o novo modelo e da necessidade de tempo e investimentos. Costa ressaltou, ainda, que os treineiros devem ser os primeiros a experimentar o novo sistema.

Grande parte da sociedade acadêmica defende a iniciativa de realizar dois testes anuais como uma forma de diluir as tensões dos estudantes, aumentar as chances de aprovação dos candidatos e reduzir as falhas de organização do processo seletivo, que nos últimos anos tomou proporções inimagináveis. A pergunta que fica é: essa ideia realmente vai sair do papel ou será adiada mais uma vez? O jeito é pagar para ver.

Veja também

Resultado dos pedidos de isenção do Vestibular 2021 da UERJ é divulgado
As solicitações foram recebidas no mês de março, quando o calendário da seletiva ainda não havia sido suspenso por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

ITA prorroga inscrições para Vestibular 2021
Primeira fase está marcada para dia 20 de novembro e segunda, para dias 8 e 9 de dezembro

Famerp (SP) dá início ao prazo de inscrições do Vestibular 2021
Os interessados podem se inscrever até o dia 23 de novembro e a taxa custa R$ 165.  Oferta é de 160 vagas.

Após suspensão, Uece divulga novas datas para matrícula do Vestibular 2020/1
Cronograma do processo seletivo estava suspenso desde março. Matrículas serão feitas pela internet, ainda em setembro.

UFJF anuncia datas das provas do Pism 2021
Provas serão aplicadas em fevereiro e março, e universidade implantará medidas de prevenção ao coronavírus.

Unifesp altera data das inscrições do Vestibular Misto 2021
Inscrições poderão ser feitas agora de 13 de outubro a 4 de dezembro. Edital sairá dia 9 de outubro.

Unifesspa está com inscrições abertas para Vestibular 2020
Processo Seletivo Especial oferece 315 vagas em cursos ministrados em sete cidades paraenses

IFG recebe inscrições para Vestibular 2020/2 via Enem
Processo seletivo oferece 465 vagas em 13 cursos de graduação ministrados em Goiânia e outras quatro cidades do interior

Abertas inscrições para bolsas remanescentes do ProUni 2020/2
Interessados nas 90 mil vagas devem fazer cadastro até dia 30 de setembro. É obrigatório ter feito o Enem a partir de 2010.

UEL abre inscrições para Vestibular 2021
Concorrentes às mais de 2,5 mil vagas farão provas somente no ano que vem, no dia 14 de março

Unipar está com inscrições abertas para Vestibular 2021 de Medicina
Instituição paranaense oferece 110 vagas. Curso é ministrado no campus situado na cidade de Umuarama.

Abertas inscrições para Vestibular 2021 de Medicina e Odontologia da SL Mandic (SP)
Interessados nas 310 vagas farão provas on-line em 25 de outubro. Previsão é que lista de aprovados saia no dia 30 seguinte.