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Comentário Redação - Enem 2015

Publicado por Oficina do Estudante

O tema de Redação do ENEM 2015, provavelmente, foi muito bem recebido pela maioria dos candidatos, por se tratar de um assunto, lamentavelmente, do qual muito se ouve falar, por se tratar de um assunto, infelizmente, muito presente na vida das brasileiras: a violência, as violências sofridas, de todos os tipos, de todos os níveis, em todas as esferas sociais, em todos os lugares do país.

Do recorte “A PERSISTÊNCIA DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NA SOCIEDADE BRASILEIRA”, a aluna e o aluno podiam depreender o seguinte questionamento “por que motivos AINDA há violência contra a mulher
no Brasil?”. O termo “ainda”, equivalente semântico de “persistência”, seria importante para as reflexões feitas acerca do assunto, seria balizador de muitos possíveis argumentos que poderiam ser desenvolvidos na dissertação.

Antes mesmo de começar a leitura da coletânea da prova, os candidatos poderiam ter acionado uma ampla “coletânea da realidade” e teriam, assim, volitivas justificativas para a violência sofrida pela mulher brasileira, como, por exemplo, a diferença entre a teoria e a prática: há lei que protege a mulher, mas, na prática, isso não evita a violência sofrida. Outras justificativas poderiam ser a cultura machista vigente no país ou ainda a delegação da culpa da violência sofrida na própria vítima, na mulher.

Três dos quatro textos-bases da avaliação redacional ofereciam vários números que poderiam ajudar a embasar o trabalho argumentativo, necessário, claro, em uma boa dissertação. Nesse aspecto, o candidato pode ter sentido, ao mesmo tempo, facilidade e dificuldade: facilidade por serem os trechos, nitidamente, sinônimos de várias possibilidades argumentativas e dificuldade por terem que analisar, efetivamente, o que esses números, porcentagens, dados representam; a aluna e o aluno teriam que desenvolver o que esses números explicam, como eles delineiam o cenário da violência sofrida pela mulher no Brasil e não, apenas e superficialmente, utilizá-los. Ou seja, a coletânea da avaliação redacional do ENEM deste ano exigiu uma reflexão em cima de números; quantidade de casos de violência, percentagens de crimes contra a mulher teriam que ser disparadores de relações argumentativas, explicativas, elucidativas: dos números, muitas e muitas e muitas palavras deveriam surgir.

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O Texto III da coletânea, o único formado exclusivamente por palavras, lembrava aos alunos da existência de campanhas (“Feminicídio basta”) engendradas por organizações sociais, o que poderia ajudar a candidata e o candidato na elaboração da proposta de intervenção social, por exemplo. Inclusive, a lei do feminicídio foi assinada pela presidenta no primeiro semestre deste ano, um ano antes do aniversário de uma década da “Lei Maria da Penha”; conhecimentos que também poderiam acrescentar às reflexões feitas.

Um tema brasileiro de extrema relevância, de urgentes soluções efetivas e eficazes no país; um assunto que interessa, obviamente, não apenas às mulheres, mas a todos os que prezam por uma sociedade de igualdade de gêneros, por uma sociedade de justiça e, portanto, por um Brasil mais digno.

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