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Enem deve ser reestruturado para as próximas edições

O objetivo seria uma adaptação aos moldes propostos pela reforma do ensino médio.

Publicado por Rafael Batista
05/12/2016 12h19

A segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 terminou neste domingo e, durante a coletiva de imprensa para divulgar o balanço das provas, o Ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou que o exame deve passar por profundas mudanças. No entanto, o ministro adiantou que deve realizar uma consulta publica para discutir as mudanças.

De acordo com Mendonça Filho, ainda não é possível antecipar quais discussões serão colocadas em pauta durante essa consulta. A intenção é provocar um debate que ajude nas futuras decisões que forem tomadas referentes ao Enem.

No final de novembro, a Presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, disse que treineiros e estudantes que buscam certificação de ensino médio podem não mais participar do Enem. A justifica para essa decisão é de que o exame não foi pensado com esse objetivo.

Além disso, novas mudanças estão previstas para que Enem se adapte ao novo modelo de ensino médio, proposto pela Medida Provisória (MP) 746/2016. No entanto, por meio de nota, o Inep informou que “as informações são apenas propostas apresentadas a especialistas da área de Educação por autoridades do Inep e do MEC e que permanecem em fase de estudo e elaboração pelo corpo técnico e gestores desses órgãos”.

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Nova aplicação

Uma nova prova do Enem 2016 precisou ser aplicada por causa das ocupações de estudantes em prédios públicos. Durante a primeira realização das provas, nos dias 5 e 6 de novembro, 404 escolas, que sediariam as provas, de 20 estados mais o Distrito Federal estavam ocupadas por manifestantes. O movimento protesta contra a nova reforma do ensino médio e à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que congela os investimentos na educação por 20 anos.

Na divulgação do balanço das provas, Maria Inês Fini, pontuou que os gastos com a nova aplicação ultrapassaram R$ 10 milhões. O Ministério da Educação (MEC) afirmou que os dados serão encaminhados à Advocacia-Geral da União (AGU) para serem usados, caso o governo resolva processar os responsáveis pelas ocupações.

Ainda de acordo com o MEC, a nova aplicação não prejudicará a divulgação do resultado do Enem 2016, previsto para do dia 19 de janeiro, bem como os programas que dele dependem como o Fies, SiSU e ProUni. Os gastos com a nova aplicação chegam a R$ 10,5 milhões.

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